domingo, 4 de novembro de 2012

Quando o Crepúsculo Desperta


Nada mais sou que um murmúrio
gritando aves
nos ramos dos ventos


nada mais que uma pedra
aglomerando sílabas
conjugando alentos.


A sós com o tempo
habito os silêncios de insónias doridas


árvore transitória
liberta num bailado de folhas caídas


verdes memórias
em movimento.


A luz não é mais que um instante
um momento


vertigem de um gesto afagando sombras
moldando asas


quando o crepúsculo desperta
e me acende sóis.

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