segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Não Digas Nada



Não digas nada. Deixa-me sentir
o voo dos pássaros
na palma da tua mão
seguir o rodopio da esperança
tocar o fio de claridade que agarras em cada manhã
e me visita e me acompanha
e de mim te afasta
e de ti me aproxima.


Adivinho o mar que inventas e o azul
a que regressas
mas ardem-me nos olhos
as chuvas que despem os dias
e cobrem o chão de silêncio.


E a escuridão que me dói enche a solidão das horas
e chora o tempo
em que se calam as palavras.


03.09.11

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