quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Perfis de setembro

No olhos, uma trajetória
ainda inclinada ao prolongamento da cor. Um lugar
abrigado no eixo dos pássaros, onde palavras ociosas
respiram os rituais das árvores
e transportam nos dedos a geografia de um cais.


Chegam, em linha reta, os novos perfis
de setembro, como línguas de vento
a anunciarem os primeiros contrastes
dos regressos.


Conheço a oscilação da luz e sei
que é inevitável adiar a limpidez do silêncio.

Irremediavelmente renovar as tintas disponíveis
e os gestos solitários


sobre o equilíbrio volátil
de um tempo suspenso na periferia da sombra.


B.

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